Reviewnimation: Soul
Uma confissão: eu sempre fui fanático por histórias boas. Desde criança, é claro; mas eu sempre tive um fascínio por algo com mais... sei lá, identidade, acho. Isso é mais difícil de se achar do que parece: muita gente confunde estilo com identidade, e embora a primeira ajude algo a ter identidade, não é exatamente ela que forma a mesma. É por isso, por exemplo, que temos muitos imitadores do Tarantino sem necessariamente seus filmes terem a mesma graça, o mesmo prazer de se assistir: simplesmente não há identidade ali, não há alma, digamos assim.
E é engraçado falar de alma, porque o filme Soul tem tudo a ver com isso, em mais de um aspecto. Como eu disse ali em cima, eu gosto de histórias boas, mas é fato que só isso não é suficiente, pelo menos para mim: é preciso que a história seja contada de maneira interessante. E o que é interessante? Ora, é o que gera interesse; e uma animação que mistura estilos, faz citações a visões espirituais sobre a vida, e tem em sua trilha sonora tanto jazz quanto aqueles teclados meio rock progressivo não seria algo por demais empolgante aos nosso sentidos ? Com certeza que sim, além de ser muito bem construído, sem elementos tropeçando um no outro (o que seria bem fácil de acontecer, convenhamos).
Sobre a história: trata-se das desventuras de Joe Gardner, um professor de música que finalmente consegue sua grande chance para tocar jazz numa banda famosa... e morre. Mas ele pretende remediar isso; então logo se vê envolvido com uma alminha não-nascida chamada 22, e no decorrer do filme vai aprendendo e ensinando a ela o valor e o sentido da vida. E veja. a sinopse desse filme é isso. eu prometo para você que tem coisas bem mais empolgantes que eu poderia dizer, mas eu prefiro que VOCÊ veja e sinta. Que vá armado só com o básico e sinta o que a obra tem para te passar.
Porque eu posso afirmar para você, amigo leitor: Você vai ler muitas críticas sobre esse filme, e algumas vão parecer extremamente cafonas, sempre com aquelas palavras de sempre: emocionante, essencial, tocante, etc. mas eu queria, em nome desses críticos, pedir perdão a você por isso, pela hemorragia de palavras. É que tem filmes que passam algo a você, uma mensagem, e você não sabe como expressar ela, só sentir. Então nos perdemos em palavras, quando não percebemos que o forte seria SENTIR. Então eu urjo você que lê este texto: vá. Veja o filme. Sinta.
Sinta, e viva.
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